14 de fevereiro de 2022

by Álvaro Campos

Fundada no fim de 2020 pelo ex-gestor do SoftBank na América Latina André Maciel, a Volpe Capital já levantou US$ 102 milhões no seu primeiro fundo, que busca investir em empresas que já deram seus primeiros passos, mas ainda não estão no radar de fundos de private equity. O tíquete médio dos aportes fica entre USS 5 milhões e US$ 10 milhões e a gestora quer ter cerca de 15 companhias no portfólio. Por enquanto, já investiu em Caju, SaltPay, Seedz, UOL EdTech, VTEX, CRM&Bonus e Atlas Governance.

Maciel, que antes do SoftBank ficou 17 anos no J.P. Morgan, conta que decidiu fundar a Volpe porque enxerga oportunidades em companhias em estágio intermediário, mas há poucas firmas brasileiras de venture capital. Além disso, são cheques pequenos para grandes fundos globais de private equity. Para auxiliá-lo na empreitada, trouxe como sócio Gregory Reider, que trabalhou oito anos no Warburg Pincus, e a advogada Milena Oliveira, com quem já tinha atuado no escritório Pinheiro Neto.

O nome Volpe vem do termo em latim para “raposa”, e visa mostrar que os gestores são rápidos em farejar boas oportunidades. Entre os âncoras do primeiro fundo estão SoftBank e BTG Pactual. “O maior desafio é separar as startups que são boas das não tão boas. Já analisamos mais de 1,4 mil propostas”, diz.

Maciel afirma estar satisfeito com os investimentos que já fez. “A SaltPay é uma empresa de pagamentos criada pelos fundadores da Stone na Europa. Desde que investimos, já se valorizou 70%, exemplifica.

O fundo fechou seu primeiro ano com performance bruta de 29,4% em dólar e já alocou mais de 75% do capital. O mandato é para América Latina, mas 80% do total deve ficar mesmo no Brasil.

Read de full article here.